Aécio Neves, Celso Russomano, Paulinho da Força, José Sarney, Sergio Cabral, Eduardo Cunha, José Serra, Eduardo Paes, Gabriel Chalita, Romero Jucá, ACM Neto, Aluizio Mercadante, Geraldo Alckmin, Jaques Wagner, Anthony Garotinho, Marconi Perillo, Demóstenes Torres, Roseana Sarney, Beto Richa, Heráclito Fortes, Aldo Rebello, Tarso Genro… A lista de Benedicto Barbosa, executivo da Odebrecht, tem muito peixe grande e pode ser encontrada no blog do Fernando Rodrigues (o cara do Swissleaks), do UOL. (Em tempo: nada disso dá a entender é dinheiro limpo ou caixa 2, mas precisa ser investigada.)
Qual a dúvida? Para ser otimista, o impeachment da Dilma e a ascensão do Temer servirão apenas para extinguir a Lava Jato e manter tudo, tudo do jeito que sempre foi. Sérgio Moro, mesmo com intenções políticas claras, está mexendo com o alto clero de todos os lados – ou será que, mais uma vez, a oposição não será atingida? Até porque, essa é a sétima vez em que Aécio é citado na Lava Jato e todos os processos anteriores foram arquivados.
Não soa estranho que, dos 65 deputados que compõem a Comissão do Impeachment, 40 tiveram suas campanhas financiadas pelas empresas investigadas na Lava Jato ou pelas suas subsidiárias? Bônus: quatro desses 65 são investigados na operação. Bônus 2: Eduardo Bolsonaro e Marco Feliciano. Novamente, fonte do UOL.
Não soa estranho que, mesmo partidos que faziam da parte da base aliada estejam também tentando abrir mão de seu apoio? Um caso recente e emblemático é o PRB, que tinha o Ministério do Esporte (de George Hilton) e abandonaria a presidenta, mas depois não abandonaria mais, e o Ministro pretendia mudar de legenda para manter o cargo, mas depois não ficou mais com o cargo (entregue ao PC do B). Grande bagunça. Quem joga de verdade está lá em cima, enquanto os movimentos aqui embaixo são pequenas peças do xadrez político que está acontecendo no Brasil. Sim, massa de manobra.
“Contra a corrupção” não é posição política. “Contra a corrupção, mas só a do PT”, menos ainda. Não vejo nenhum defensor da democracia defender a reforma política, reforma tributária, o voto distrital, o fim do financiamento privado de campanha, a taxação das grandes fortunas ou o fim da imunidade tributária para templos religiosos (essa que, há pouco, foi votada e ampliada por unanimidade no senado). A discussão seria mais proveitosa se, petralhas e coxinhas, soubessem se posicionar e argumentar de maneira mais eficiente. Você acha que paga muito imposto e não tem retorno? Tem gente que não paga imposto algum. Você acha que os políticos roubam muito? Procure seus candidatos, confira sua declaração de renda e os doadores da campanha. Não lembra em quem você votou? Não tomou nem o cuidado de anotar? Fica o aprendizado para o dia 2 de outubro, você ganhou mais uma chance.