Qual será a expressão da derradeira morada?
De pinho ou jacarandá com a alça dourada?
Me sobrará um amigo para conduzir a vigília,
Dar ração ao cachorro e abraçar a família?
Qual será a expressão do breve existir?
Transformar o pesar em gozar e sorrir?
Me sobrará um amigo que escreva a história,
Imortalize o momento e eternize a glória?
Desencontra a razão, desconhece a instância,
Existir é um labirinto que não se sabe a distância.
Entre lágrimas e desconsolo, triunfo e inspiração,
Existir é inútil até me pregarem o caixão.
Dublin, 26 de julho de 2017.